Agente acusado de torturar mulheres recebe autorização para mudar de cidade

g1
O agente penitenciário Edson Batista Alves, de 35 anos, acusado de torturar e manter em cárcere privado a namorada e o filho dela, de 6 anos, teve autorização da Justiça de Mato Grosso para mudar de idade e ir à consulta médica.
A decisão é da última segunda-feira (2).
Edson está solto há mais de um mês e é monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele foi preso na madrugada do dia 21 de novembro do ano passado, após a namorada e o filho dela fugirem e procurarem a polícia.
Segundo a polícia, a mulher e a criança eram torturadas e mantidas em cárcere privado por duas semanas. Edson chegou a quebrar o braço do menino e o obrigou a gravar um vídeo dizendo que tinha sofrido a fratura em um acidente.
A Justiça concedeu permissão para que o agente more em Pedra Preta, cidade a 243 km de Cuiabá, e também viaje para Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, para ir ao médico. É a mesma cidade onde uma das vítimas mora.
Para isso, ele deverá apresentar à Justiça um comprovante que foi na consulta médica.
O caso
As vítimas estavam com vários hematomas pelo corpo. Elas relataram que, além de socos e chutes, eram espancadas com fio de carregador, cabo de vassoura e até queimadas com água quente.
A mãe da criança namorou Edson por três meses e saiu de Rondonópolis para a capital para visitá-lo há duas semanas.
Ela disse à polícia que desde que eles chegaram foi mantida trancada em casa e o suspeito passou a ser agressivo.
A criança afirmou à reportagem que Edson chegou a colocar a cabeça dela na privada durante as agressões
O menino disse ainda que fingia dormir quando a mãe era espancada. No entanto, nesta semana, o padrasto percebeu que ele estava acordado e o espancou. Além dos hematomas, o menino teve o braço quebrado.
A criança foi encaminhada desacordada ao hospital.
As vítimas do agente penitenciário Edson Batista Alves, de 35 anos, preso em Cuiabá suspeito de torturar e manter em cárcere privado a namorada dele e o filho dela de 6 anos, disseram que foram obrigadas a tatuarem o nome dele.
Elas também denunciaram que foram espancadas e humilhadas. Durante as agressões, ele as obrigava a pedir desculpas a ele.
Histórico
Segundo as vítimas, Edson marcava o horário com o tatuador, as buscavam em casa e as levavam para que fizessem a tatuagem. Com medo de serem espancadas, elas não se recusavam.
Ao todo, seis ex-namoradas e ex-mulheres fizeram denúncia contra ele à polícia. Todas elas foram obrigadas a tatuarem o nome dele. Uma delas tatuou o nome e o sobrenome: "Edson Alves", seguido de um coração.
Outra disse que ele as obrigava a beber a urina dele e chupava o sangue delas.
Uma das vítimas registrou quatro boletins de ocorrência contra o agente.
A prisão
Segundo a polícia, após descobrir a fuga da namorada, Edson ainda teria rastreado o celular dela. Ele foi preso rondando a base da polícia.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para audiência da custódia e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Ele foi encaminhado para um presídio militar, em Santo Antônio de Leverger.
O agente atuava no Setor de Operações Especiais (SOE), mas estava afastado do trabalho por violência doméstica e era monitorado por tornozeleira eletrônica.

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